A alimentação pré-treino é feita para garantir a energia necessária durante a atividade física

O ideal é que essa refeição seja composta de Carboidrato e Proteína de alto valor biológico.

Os Carboidratos tem como função principal o fornecimento de energia. Antes do treino, o ideal é que seja ingerido carboidrato de baixo índice glicêmico, para que a energia seja liberada de forma lenta e evitar pico glicêmico.

As Proteínas irão fornecer os aminoácidos necessários, além do papel de recuperação e manutenção muscular.

O recomendado é que pelo menos 1 hora antes do treino seja realizada uma refeição sólida. Nessa refeição, evitar grandes quantidades de lipídios, pois a digestão desse macronutriente é mais demorada e pode atrapalhar o rendimento esportivo.

Um exemplo para esta refeição, é uma combinação de ovos ou carnes (proteínas) com Mandioca, batata doce ou arroz integral (carboidratos de baixo índice glicêmico).

Nos 20 minutos que antecedem o treino, pode ser feito uma suplementação pré-treino. Algumas opções para este horário é incluir Maltodextrina, BCAA, termogênicos, entre outros suplementos, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

A Maltodextrina é um carboidrato que irá garantir energia durante o treinamento. O BCAA são aminoácidos de cadeia ramificada que irão evitar a fadiga muscular, fornecer energia para o treino e aumentar a síntese proteica.O termogênico irá aumentar o gasto de energia, através do aumento da temperatura corporal.

Alguns pré-treinos, a base de cafeína, guaraná, chá verde, pimenta, gengibre, entre outros, também podem ser utilizados nesse horário.

É importante que a suplementação seja ajustada de acordo com a alimentação, evitando assim carências ou excessos e também para que os resultados sejam mais eficientes e satisfatórios.

​A crescente procura por práticas esportivas tem despertado a atenção dos profissionais da área da saúde. Nos últimos anos, há um aumento dos cuidados com a saúde, o que tem levado a uma maior expectativa de vida.

Em busca de uma melhor qualidade de vida, a iniciação esportiva vem acontecendo cada vez mais cedo e com maior frequência.

Até alguns anos atrás, uma pessoa era considerada saudável quando estava livre de doenças. Hoje, esse conceito está associado à saúde e bem estar físico, mental e social. O esporte tem sido de grande ajuda para que esse conceito seja alcançado.

O esporte ajuda na melhora e manutenção da saúde, além de ser um meio de socialização e fuga do estresse. Além disso, o esporte desperta o espírito competitivo e superação de desafios.

A iniciação de jovens e adolescentes no esporte tem-se mostrado também muito eficiente no combate as drogas e a violência.

A alimentação desempenha um papel muito importante na vida desses jovens atletas, principalmente por se tratar de uma população em fase de crescimento e metabolismo aumentado.

É importante um acompanhamento nutricional adequado para que haja um melhor rendimento esportivo, sem atrapalhar o processo de crescimento desses jovens.

Além de uma alimentação balanceada e saudável, é necessário verificar a necessidade de suplementação de macro e micronutrientes, de acordo com o GET (gasto energético total) e composição corporal de cada atleta.

O gasto energético em jovens já é aumentado, e com a prática de esporte, esse gasto se eleva ainda mais. Com a prática de esporte e o aumento do gasto calórico, há também uma maior produção de radicais livres.

Com isso, é importante a reposição de proteínas, carboidratos e lipídios, assim como de vitaminas e minerais, para que haja uma recuperação muscular eficiente, desempenho esportivo esperado, e manutenção dos processos metabólicos decorrentes da idade.

A prática de esportes proporcionam benefícios à composição corporal, à saúde e à qualidade de vida. Porém, o esporte a nível competitivo nem sempre representa sinônimo de equilíbrio no organismo.

As alterações fisiológicas e o aumento de radicais livres gerados pelo esforço físico podem comprometer a saúde do atleta, se não houver uma reposição e aporte adequados dos nutrientes.

A adequação da necessidade energética e nutricional do atleta é essencial para uma boa performance. Para que os processos metabólicos ocorram de maneira adequada, todos os macros e micronutrientes devem estar de acordo com as recomendações diárias para cada atleta.

A atividade física leva a uma maior perda de micronutrientes (vitaminas e minerais), sendo assim, muitas vezes é necessário suplementação das mesmas.

As vitaminas e minerais participam de processos celulares relacionados ao metabolismo energético, contração, reparação e crescimento muscular, defesa antioxidante e resposta imune.

Dentre os minerais de suma importância para os atletas, pode-se destacar o ferro, cálcio, fósforo, magnésio, zinco e o cromo.

O ferro é responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos através da hemoglobina. A deficiência de ferro leva a uma queda da performance por falta de oxigênio nos tecidos, e também a um quadro de anemia.

O cálcio é muito importante para manutenção e saúde dos ossos. Um aporte adequado de cálcio, alinhado a atividade física, aumenta a mineralização óssea, prevenindo osteoporose e outras doenças ósseas.

O fósforo faz parte dos compostos encontrados nas células musculares responsáveis pela contração muscular, e também participa do desenvolvimento ósseo. No exercício, além de participar da contração muscular, ainda facilita a liberação de oxigênio para os músculos. Com o aumento do esforço físico, aumenta também a excreção de fósforo na urina, sendo necessário a sua reposição.

O Magnésio atua como antioxidante, reduzindo os radicais livres. Ele também participa do metabolismo energético e regulação da contração muscular. A falta de magnésio pode levar a câimbras e aumento da pressão arterial.

O Zinco também atua como antioxidante. Além disso, protege as membranas celulares. Se a ingestão de zinco for insuficiente, o organismo ativa mecanismos compensatórios para manter a homeostase, levando a queda no desempenho do atleta e aumento do estresse oxidativo.

O Cromo tem papel importante no metabolismo da glicose e transporte de aminoácidos para o músculo. A deficiência desse mineral leva a uma deficiência no metabolismo de carboidratos, prejudicando o desempenho do atleta.

 

 

Com o crescimento do esporte Paralímpico, as competições tornam-se cada vez mais disputadas, exigindo dos atletas níveis elevados de desempenho.

Junto ao programa de exercício direcionando, a nutrição desempenha um papel importante como ferramenta para promover mudanças na composição corporal e melhora do desempenho dos atletas.

Em muitos casos, os atletas usam suplementos alimentares na tentativa de tornar o desempenho mais eficiente, dentre eles suplementos multivitamínicos.

As vitaminas são indispensáveis para realização das funções metabólicas, reguladoras e energéticas do organismo.

São divididas em vitaminas Hidrossolúveis e Lipossolúveis, e apresentam propriedades funcionais e antioxidantes.

Para saber a quantidade recomendada de cada tipo de vitamina, é usado os valores das DRIS (Ingestão Diária de Referência).

Essas necessidades são aumentadas em indivíduos praticantes de atividade física e Atletas.

Dentre todas as vitaminas, é importante destacar a Vitamina C (ácido ascórbico), vitaminas do complexo B, Vitamina D e Vitamina E (tocoferol).

A vitamina C tem ação antioxidante, facilita a absorção do ferro e absorção do colágeno.

Dentre as funções das vitaminas do complexo B, destaca-se a participação no Ciclo de Krebs, formação da membrana celular nervosa e componente de enzimas.

A vitamina D está associada à mineralização óssea e absorção do cálcio.

A vitamina E também tem ação antioxidante.

Assim como o estado de carência de vitaminas leva a instalação de doenças carenciais, os efeitos adversos da ingestão por excesso podem também conduzir a um estado de doença.

Por isso a importância de ter uma dieta adequada em quantidade de vitaminas, para garantir o bom desempenho e saúde dos Atletas.

O avanço da nutrição esportiva vem crescendo com força total, com objetivo de extrair o potencial máximo de atletas e praticantes de atividade física.

A nutrição eficiente é aquela que consegue compreender a interação entre todos os sistemas do corpo, e a sua relação com a bioquímica e fisiologia do organismo.

A nutrição eficiente é focada em vários pilares. O plano alimentar deve respeitar a individualidade biológica e combinar nutrientes que irão otimizar os resultados, de acordo com a necessidade, estilo de vida e metas do indivíduo.

Uma dieta adequada irá tanto melhorar o desempenho, quanto retardar a fadiga, acelerar a recuperação muscular, otimizar as reservas energéticas e preservar a saúde do atleta.

Diversas doenças estão relacionadas com a qualidade de vida, incluindo padrão alimentar, exercícios físicos e alterações psicológicas.

O nutricionista que atua na área esportiva deve desenvolver estratégias nutricionais adequadas às diferentes fases de treinamento e competições.

É de grande importância que todo atleta ou praticante de exercício físico se alimente corretamente não apenas no dia da competição, mas sim que tenha essa prática em seu dia a dia.

Muitas vezes é necessário suplementação para que as quantidades adequadas de macro e micronutrientes sejam atingidas, já que o exercício aumenta a demanda calórico-proteica e aumenta a produção de radicais livres.

A suplementação deve ser feita de acordo com a dieta, com o objetivo de complementar as necessidades diárias do indivíduo. O Whey Protein é uma opção para atingir o aporte de proteínas, assim como outros suplementos proteicos, como albumina, caseína e proteína vegetal para veganos. Os carboidratos podem ser suplementados em forma de gel, dextrose, maltodextrina, Waxy Maize, entre outros, dependendo do objetivo e momento do dia.

Polivitamínicos também podem ser incluídos na dieta, com o objetivo de atingir uma quantidade satisfatória de vitaminas e minerais. Já a suplementação de Omega 3 irá atuar como anti-inflamatório natural e controle dos níveis de colesterol.

Busque ajuda de um profissional capacitado a te orientar quais os melhores alimentos e suplementação para o seu objetivo.

 

Já se sabe que a atividade física traz diversos benefícios para a saúde. Durante a gravidez, fazer atividade física também contribui para a saúde do bebê, além da saúde da mãe.

A alimentação de um atleta, olímpico ou esportista, deve sempre ser adequada para a sua modalidade e necessidades individuais. Para atletas que engravidam, os cuidados devem ser ainda maiores.

Muitas atletas já competiram em olimpíadas e ganharam medalhas durante a gravidez.

Um estudo realizado na Noruega revelou que grávidas que fazem exercícios regularmente, diminuem o risco de a criança nascer com sobrepeso. Um dos principais motivos para o sobrepeso do bebê ao nascer é o excesso de glicose no sangue da mãe durante a gravidez, pois os hormônios produzidos nesta fase aumentam a resistência à insulina.

Bebês que nascem acima do peso podem se tornar adultos obesos e adquirir doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial.

Uma alimentação deficiente em macro e micronutrientes da mãe pode levar a um mau desenvolvimento do bebê ou a um parto prematuro. Já o excesso de nutrientes pode levar a mãe a desenvolver diabetes gestacional e aumento de pressão arterial.

Por isso é tão importante um acompanhamento nutricional neste período.

Além da dieta balanceada, algumas vitaminas e minerais devem ser suplementados na gravidez. Dentre os principais micronutrientes para gestantes, estão: ácido fólico, cálcio, vitamina D, ferro, zinco, magnésio e fósforo.

Nessa fase, independente da modalidade esportiva, não é aconselhável restrição de macronutrientes. A atleta deve ingerir quantidades suficientes de Carboidratos, Proteínas e Lipídios, tanto para manutenção das funções corporais, quanto para o desenvolvimento da criança. Para atletas que fazem dieta restrita, o ideal é retornar a essa rotina somente após o período de amamentação.

Grande parte das mulheres  não sabe como se alimentar de forma correta durante a gestação. Para esportistas, essa dúvida é ainda maior. A quantidade de calorias que a gestante deve ingerir diariamente varia em função de acordo com o peso que ela apresenta no início da gravidez.

Procure orientações do médico para verificar a possibilidade de realizar os exercícios durante a gravidez, e busque um educador físico especializado em exercícios para gestantes, além de manter sempre alimentação balanceada.

 

 

Ontem, dia 7 de setembro de 2016, aconteceu a abertura das Paralimpíadas no Brasil. Os jogos irão acontecer até o dia 18 de setembro de 2016.

O Brasil chegou ao pódio em nove das onze participações em jogos paralímpicos, somando 230 medalhas: 73 ouros, 83 pratas e 74 bronzes.

Nos jogos paralímpicos Rio 2016, o Brasil terá atletas competindo em todas as modalidades que compõem o programa dos jogos. Ao todo, são 288 atletas brasileiros representando nosso país.

Nos jogos de Londres, em 2012, o Brasil teve seu melhor desempenho ficando em sétima colocação, com 43 medalhas. Nos Jogos Parapanamericanos de Toronto, em 2015, o Brasil ficou em primeiro lugar, conquistando assim a melhor classificação da história na competição.

Alguns atletas paralímpicos que participaram dos jogos em 2012 e em 2015 estão de volta. É o caso do nadador Daniel Dias, que com 28 anos já ganhou 15 medalhas em apenas 2 edições dos jogos (Pequim 2008 e Londres 2012).

Para o Comitê Paralímpico Internacional, Daniel é considerado o maior atleta paralímpico brasileiro da história. Outros destaques, também na natação, são os paratletas André Brasil e Clodoaldo Silva.

Entre os velocistas em destaque, temos a veterana Terezinha Guilhermina, que disputa sua quarta Paralimpíada. Guilhermina já conquistou seis medalhas e é a mulher cega mais rápida do mundo. Outros dois que merecem destaque são os velocistas Verônica Hipólito e Alan Fonteles.

O Judô também promete medalhas. Os paratletas em destaque são Antonio Tenório e Lucia Araújo.

Esses são apenas alguns dos atletas paralímpicos brasileiros que podem levar o ouro. O Brasil vem com uma delegação muito competente e com certeza trará muitas surpresas nas olimpíadas do Rio de Janeiro.

Os esportes entre Paratletas levam a uma maior independência dos mesmos, despertando o espírito competitivo e melhoria nas relações com outras pessoas, que são fundamentais para a vida social. Isso contribui para desenvolvimento pessoal e o exercício pleno da cidadania desses indivíduos.

No Brasil, poucos atletas deficientes físicos tiveram chance de conhecer o esporte na escola ou nos centros de reabilitação para portadores de deficiência. Esses centros têm como objetivo receber possíveis paratletas, quase sempre sem reabilitação médica, sem habilidades funcionais e sem condicionamento físico adequado.

O acesso ao esporte para essa população aumentou com o incentivo da loteria esportiva, junto ao Ministério do Esporte e Turismo, e também a Secretária Nacional de Esporte, que são empresas privadas do Comitê Paralímpico Brasileiro que visam assegurar espaço para as atividades desportivas para todas as pessoas portadoras de deficiência.

Uma minoria desses atletas consegue chegar ao estrelato e ser um atleta paralímpico, representando seu país em competições internacionais e servindo de exemplo para milhões de deficientes que estão confinados em suas residências.

O esporte apresenta uma oportunidade para que essas pessoas tenham um melhor desenvolvimento físico, metal e afetivo. O sucesso no esporte paralímpico requer do Paratleta um somatório de motivação, trabalho, treinamento, incentivo e oportunidade.

A nutrição representa um papel importante para a reabilitação e reintegração do deficiente à sociedade, pois através de uma alimentação adequada e um programa de treinamento, esses atletas irão apresentar o desempenho físico adequado para serem campeões paralímpicos.

Uma alimentação saudável deve conter todos os macro e micronutrientes, em quantidades e horários adequados. Um aporte adequado de carboidratos irá fornecer energia para os treinos e competições. O aporte proteico irá garantir a manutenção e recuperação muscular. Quanto aos lipídios, dentre suas principais funções, vale destacar sua participação na síntese de vários hormônios e o papel que desempenham na absorção de vitaminas lipossolúveis.

A dieta deve ser adequada também em vitaminas e minerais (micronutrientes), que participam de diversas reações metabólicas essenciais ao organismo. Eles são essenciais para o bom funcionamento do corpo e para a manutenção da saúde. Os valores recomendados são encontrados nas DRIs, e as que não são atingidas apenas com a dieta, devem ser suplementadas de acordo com orientação de um profissional.

O esporte paralímpico teve início no Brasil em 1958 com a fundação do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, com o objetivo de trazer o esporte para pessoas com deficiência física. O sistema de classificação para os portadores de deficiência que praticam esportes é chamado Sistema de Classificação Funcional, que se baseia no potencial residual do Paratleta (funções que podem executar), e não nas suas limitações motoras.

Entre as principais causas de deficiência em atletas paralímpicos, a lesão medular é a mais prevalente, seguida de sequela de poliomielite e amputações. Esses atletas, quando submetidos a treinamento físico regular, acompanhamento nutricional, psicológico e fisioterápico, apresentam melhora na qualidade de vida, bem estar, saúde e desempenho.

Atualmente, existem 28 esportes reconhecidos nas Paralimpíadas, entre eles atletismo, natação, judô, futebol, ciclismo, tênis em cadeira de rodas, basquete, levantamento de peso, futebol e tiro. Neste ano, canoagem e triatlo farão sua estreia nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

O esporte mantém ativa a musculatura, melhora o estresse e pode ajudar até na cura da depressão, principalmente para aqueles que acabaram de adquirir a deficiência. A chave é encontrar o tipo certo de exercício para cada situação.

É importante sempre a orientação de um médico ou fisioterapeuta para obter orientação para suas melhores opções. Também vale buscar os serviços de um Personal Trainer e acompanhamento nutricional para adaptar rotinas de treinamento e dieta às necessidades desses atletas.

A maioria dos indivíduos com lesão medular ou cadeirante apresentam estilo de vida bastante sedentário, e por esta razão têm perfil lipídico alterado e maior acúmulo de gordura na região abdominal, colocando-os em alto risco para doenças cardiovasculares. A prática de esportes associado a uma dieta adequada, contribuem para níveis normais de colesterol, triglicerídeos e glicemia, diminuindo esses riscos.

O consumo de carboidrato para atletas é de no mínimo 60% da dieta. Esse padrão dietético é fundamental para a realização do treino. A ingestão insuficiente desse macronutriente leva a redução do estoque de glicogênio muscular e diminui a concentração de glicose sanguínea durante o exercício, podendo dificultar a ressíntese de ATP no músculo, afetando o desempenho atlético durante os treinamentos. Em treinos de longa duração, é importante a suplementação para reposição adequada desse nutriente durante o treinamento.

A intervenção nutricional nessa população é de grande importância, pois através dela há uma melhor compreensão das necessidades e melhora do rendimento esportivo, pois o trabalho nutricional levará em consideração características específicas da modalidade, associada às peculiaridades da deficiência apresentada.

 

 

A atividade física é um dos mais eficientes meios de promoção da saúde, proporcionando bem-estar físico e psicológico em todas as pessoas, portadores ou não de deficiência.

A prática de esportes por pessoas com deficiência tem chamado a atenção do meio científico, pois estimula a independência e autonomia, melhora a socialização, a autoestima e a autoimagem. Também há uma melhora significativa das funções do sistema circulatório, respiratório e digestivo, além de melhora na força e resistência muscular.

A alimentação balanceada é fundamental para as pessoas de uma forma geral. Para portadores de necessidades especiais que praticam esportes, as necessidades nutricionais devem ser avaliadas de acordo com o tipo de atividade física, o tipo de deficiência, a composição corporal, a presença de alguma patologia associada e os hábitos alimentares, pois essa população tende apresentar maiores alterações metabólicas.

Alguns tipos de deficiências podem expor o atleta a um maior risco de cálculo renal e osteoporose, e caso haja algum membro imobilizado, este tem maior risco de descalcificações. Sendo assim, é necessário garantir uma quantidade adequada de cálcio associado à vitamina D. Além disso, o cálcio aumenta o sistema ATP-CP, glicólise anaeróbica e aeróbia, e ativa várias enzimas, incluindo as que atuam na glicogenólise para a produção de energia e contração muscular.

Alguns paratletas apresentam maiores chances de doenças cardiovasculares, então é importante a suplementação de ômega 3, e adequar a quantidade de gordura trans, saturada e insaturada da dieta. Outro nutriente importante é o ferro. Ele exerce funções de transporte de oxigênio no sangue e no músculo. A deficiência desse nutriente leva a anemia ferropriva, causando diminuição na capacidade aeróbica, diminuição da resistência física e aumento da fadiga.

Atletas amputados necessitam de uma maior quantidade de calorias, pois gastam mais energia para a execução dos movimentos devido à dificuldade de locomoção. Assim, é preciso atentar-se a ingestão de carboidratos, proteínas, repositores e isotônicos, indicando os mais adequados.

Uma alimentação adequada e equilibrada, tanto quantitativa como qualitativamente, leva a melhoria do desempenho esportivo e qualidade de vida dessa população.