Nutrição e Paratletas: Esportes em destaque nas Paralimpíadas

O esporte paralímpico teve início no Brasil em 1958 com a fundação do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, com o objetivo de trazer o esporte para pessoas com deficiência física. O sistema de classificação para os portadores de deficiência que praticam esportes é chamado Sistema de Classificação Funcional, que se baseia no potencial residual do Paratleta (funções que podem executar), e não nas suas limitações motoras.

Entre as principais causas de deficiência em atletas paralímpicos, a lesão medular é a mais prevalente, seguida de sequela de poliomielite e amputações. Esses atletas, quando submetidos a treinamento físico regular, acompanhamento nutricional, psicológico e fisioterápico, apresentam melhora na qualidade de vida, bem estar, saúde e desempenho.

Atualmente, existem 28 esportes reconhecidos nas Paralimpíadas, entre eles atletismo, natação, judô, futebol, ciclismo, tênis em cadeira de rodas, basquete, levantamento de peso, futebol e tiro. Neste ano, canoagem e triatlo farão sua estreia nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

O esporte mantém ativa a musculatura, melhora o estresse e pode ajudar até na cura da depressão, principalmente para aqueles que acabaram de adquirir a deficiência. A chave é encontrar o tipo certo de exercício para cada situação.

É importante sempre a orientação de um médico ou fisioterapeuta para obter orientação para suas melhores opções. Também vale buscar os serviços de um Personal Trainer e acompanhamento nutricional para adaptar rotinas de treinamento e dieta às necessidades desses atletas.

A maioria dos indivíduos com lesão medular ou cadeirante apresentam estilo de vida bastante sedentário, e por esta razão têm perfil lipídico alterado e maior acúmulo de gordura na região abdominal, colocando-os em alto risco para doenças cardiovasculares. A prática de esportes associado a uma dieta adequada, contribuem para níveis normais de colesterol, triglicerídeos e glicemia, diminuindo esses riscos.

O consumo de carboidrato para atletas é de no mínimo 60% da dieta. Esse padrão dietético é fundamental para a realização do treino. A ingestão insuficiente desse macronutriente leva a redução do estoque de glicogênio muscular e diminui a concentração de glicose sanguínea durante o exercício, podendo dificultar a ressíntese de ATP no músculo, afetando o desempenho atlético durante os treinamentos. Em treinos de longa duração, é importante a suplementação para reposição adequada desse nutriente durante o treinamento.

A intervenção nutricional nessa população é de grande importância, pois através dela há uma melhor compreensão das necessidades e melhora do rendimento esportivo, pois o trabalho nutricional levará em consideração características específicas da modalidade, associada às peculiaridades da deficiência apresentada.

 

 

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